Me Fabi : 23 anos, ariana, amiga, sonhadora, dorminhoca, desorganizada, administração, viagens, fotos, livros, filmes, internet, seriados.




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31.12.08 - Reveillon
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- Livro Muito mais que uma Princesa
- Livro Eclipse
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Bia, Lia, Camila, Vivi.

Creditos

X , X , X , X , X , X , X , X , X , X


November 7th, 2008

Entrevistas + filme!

Continuando a saga de "procuro um emprego em sp", hoje tive duas entrevistas. Uma em uma empresa de banco de dados que não curti muito por vários motivos, a empresa é pequena, relativamente nova, achei desorganizada, a pessoa que é a gerente e me entrevistou era inexperiente e não tinha nem benefícios básicos como plano de saúde.

As vezes eu fico com medo de estar idelizando um emprego, procurando o glamour de uma grande empresa e depois me arrependa, porque no fundo eu sei que empresas grandes tem seus devidos problemas, como você ser mais um, ter mais dificuldade de aprender e se diferenciar para chegar em algum lugar, sem contar que não te dão nenhum valor. Mas acho que uma experiência de entrar em algo de paraquedas sem saber onde estava indo já foi o suficiente para ser no mínimo cautelosa, claro que em último caso eu aceito qualquer coisa com um salário que puder me manter, mas enquanto eu puder escolher ainda prefiro uma empresa com que possa me sentir segura e onde tenha reais chances de crescimento.

Como uma entrevista foi de manhã e a outra era só no fim da tarde resolvi não voltar para casa e ir para um shopping almoçar e ir no cinema para passar o tempo. Além de economizar dinheiro de táxi ao menos eu fiz algo diferente e me distrai. Assisti esse filme:

 Eu, meu irmão e a nossa namorada.

Dan Burns (Steve Carell) é um viúvo com três filhas que escreve uma coluna de comportamento no jornal local. Sua vida sempre foi repleta de regras de conduta, mas ele passa a questioná-las ao se apaixonar por Marie (Juliette Binoche), namorada de Mitch Burns (Dane Cook), irmão mais novo de Dan.

Achei que o filme ia ser mais bestinha, mas nem foi. É uma história bem previsível como toda comédia romântica, mas deu para me distrair bastante. Tem partes engraçadas e achei os conflitos da família em geral e entre o personagem principal e as três filhas completamente diferentes bem reais.

Bom era isso ou 007, mas como não sou tão fã assim de ação e queria uma coisa para rir e não pensar demais acho que este realmente foi uma boa escolha.

Para a segunda entrevista do dia eu já estava mais anciosa, porque era para um cargo na Telefônica, que até agora foi o que mais me chamou a atenção de todas as seleções que eu participei. A entrevista foi direto com o superintendente da área que é responsável por toda a unidade de negócios. Mas ele foi super gentil, me deixou a vontade, me deu feedback, me ajudou em várias partes. No geral a entrevista foi bem, embora eu tenha a péssima mania de ficar relembrando na cabeça as partes em que acho que não fui bem. Mas depois de uma hora e meia de conversa o saldo ao menos foi positivo, ele me disse que a única coisa que me atrapalha frente a outros candidatos é a falta de experiência, mas isso eu já sabia. Ele disse que gostou do meu perfil e me indicou para uma nova entrevista com uma outra pessoa.

Bem, ao menos fui adiante, o que me deixa feliz. O jeito é tentar ir levando uma coisa de cada vez.

By Fabii - 10:54 PM * 1 comments

November 5th, 2008

Politica: eleições americanas.


Os EUA pode ser uma potência imperialista, pode se achar superior aos outros países do mundo, pode só se importar com o seu próprio umbigo, com as ameaças aos próprios ideais e a própria segurança. Concordo que os americanos precisam aprender a ser mais humildes em vários aspectos, a se colocar como parte do mundo e antes de mais nada respeitar e conhecer a história do que está fora de suas fronteiras. Apesar disso nunca fui uma anti-EUA, na verdade sempre me dispertaram uma certa admiração, não por este lado, mas por vários outros. A importância que dão aos valores, ao sonho americano, a liberdade e o nacionalismo. Não por desconsiderar os outros, mas por amar a pátria de verdade, a bandeira, o fato de ter nascido em um local e se unir em momentos de crise.

De início me irritou a cobertura constante e insistente da mídia brasileira e mundial de uma eleição interminável e com regras que eu considero muito complexas, dando a essa eleição mais importância do que as notícias do próprio país.

Mas ver o resultado da eleição de ontem é emocionante. Ver as imagens das pessoas sorrindo, chorando, os olhos brilhando, se abraçando, indo para as ruas de madrugada comemorar, gritando, carregando a bandeira, criando uma verdadeira festa espontânea.

Se essa cena fosse no Brasil o que íamos pensar? Ah é carnaval... Ou não, é reveillon em Copacabana. Pelo menos a minha geração nunca viu uma motivação assim de caráter político, uma união desse tipo, do povo por acreditar que escolher um candidato poderia fazer diferença. Nós enfrentamos filas aqui para votar? Sem dúvida, mas porque o voto é obrigatório e lá vamos nós sair em pleno domingo de mau humor porque temos que ir votar mesmo sem acreditar em nenhum candidato.

Mas e enfrentar 3 ou 4 horas de fila por querer votar? Isso sim eu considero inspirador. Queria que no Brasil houvesse um pouquinho mais dessa paixão, dessa crença na possibilidade de mudança, no governo, na política, nos candidatos. E não aquele sentimento que a maioria de nós, inclusive eu, tem de que todos os políticos são corruptos e não cumprem as promessas que fazem. Onde estão os nosos líderes?

Não sei se Obama vai ser um bom presidente, até porque eu sinceramente não acompanhei a campanha, mas sei que me impressionou o amor dos americanos por ele. Que ele seja um bom líder para os EUA e para o mundo todo, afinal a inflência dos EUA ainda é inegável. E que isso sirva de oportunidade de reflexão para nós brasileiros nos perguntarmos se também não é possível que aqui a política funcione de forma diferente e que um país de muitas diversidades possa se unir em torno do mesmo ideal.

De onde veio a vontade e a inspiração para escrever isso eu não sei rs. Mas estou com vontade de deixar as coisas fluirem por aqui.

By Fabii - 08:18 PM * Comment

November 4th, 2008

Incertezas...

Eu realmente queria ser uma pessoa mais decidida. Queria poder tomar uma decisão e levar ela até o final sem ficar reanalisando a cada segundo, sem ficar me perguntando se foi a decisão certa, me questionando sobre a que caminho essa decisão vai me levar, se valeu a pena, se é o certo, se não é. Enfim. Porque para mim é tão difícil decidir? Porque sempre todas as opções parecem ter vantagens e desvantagens que eu não consigo pesar? Porque pensar nisso só me deixa mais angustiada?

Essa confusão toda está na cabeça porque minha vida está num momento de completa indefinição. Morava em SP a trabalho, fui demitida. Antes morava com meus pais em Brasília, eles mudaram para Vila Velha logo após minha demissão.

Por um lado, é a falta de definição que abre todas as possibilidades de escolha. Por outro, possibilidades demais sempre me deixam sem saber o que fazer. Eis que surgiu na minha vida a pergunta: Morar onde? Vários aspectos entram no dilema, primeiro que tanto em Vila Velha quanto em Sâo Paulo eu teria que começar a minha vida do zero, de novo. De novo porque meu pai é militar e isso já se repetiu tantas vezes, só que quanto mais velha eu fico mais difícil parece ser.

Porque não ficar em Brasília? Pensei sim nessa possibilidade. Mas a verdade é que ficar em Brasília seria só uma forma de fugir do medo do desconhecido, de ficar na minha zona de conforto. É muito melhor não mudar nada, ficar num local que você já conhece. Mas eu também não tinha assim todo um vínculo com Brasília que me fizesse querer morar lá e construir uma vida lá de verdade. Brasília é uma cidade quase sem opções de trabalho no ramo privado. Os amigos que fiz por lá estão tomando caminhos os mais diversos, a maioria já saiu de Brasília ou vai sair em breve. Então seria meio que adiar um problema, ficar só porque era seguro, mas também não é um local que tivesse muitas oportunidades ou que eu me sentisse realmente em casa.

E entre Vila velha e São Paulo?

A diferença é que nunca fui muito com a cara de Vila Velha, sem contar que ter meus pais por perto é bom em diversos aspectos, mas também me sufoca em outros. Porque eles querem tomar conta da minha vida, não tem tato e acham que eu tenho que participar da rotina sem graça deles. Já tinha acostumado a estar longe com certeza, a diferença é que antes eu tinha emprego, apartamento bancado pela empresa e várias pessoas na mesma situação para fazer companhia, inclusive uma colega de apto. Além disso Vila Velha é pequena, tem pouco mercado de trabalho, nenhuma instituição renomada para fazer a pós. E minha vida profisisonal nisso tudo?

São paulo por outro lado é um local que eu já gosto mais do ambiente, da diversidade, das mil possibilidades, sem contar que o grande mercado de emprego está aqui inegavelmente e a pós que eu quero fazer também. Ou seja, parece uma ótima escolha. Parece sim, só que tem o fato de eu não ter nenhum vínculo aqui. E não está sendo fácil bancar um apartamento caríssimo para morar, estar sozinha sem ter com quem sair ou conversar e chegar aos 4 meses de desempregada sem saber quando e se as coisas vão dar certo. Dessa perspectiva a cidade parece bem menos interessante e ficar em casa dia após dia sem nada para fazer não ajuda a calar os pensamentos.

É incrível como quando estamos trabalhando tudo o que queremos é um dia a toa, sem absolutamente nada para fazer. Mas quando estamos nessa situação sem ser por escolha, sabendo que não temos um salário no fim do mês e que não sabemos o que vai acontecer, não é nem um pouco legal ou divertido. Na verdade não aproveitamos esse tempo nem para cuidar de nós mesmas, nem para nos divertir, nem para descansar. Pode parecer um grande período de férias, mas não é. Férias é um momento de descontração, de felicidade, de descontração. E estar numa cidade desconhecida, sozinha, vendo os dias passarem e um emprego não aparecer fica bem longe disso.

Além do que sempre surgem mais dúvidas. Será que vale a pena mesmo pegar qualquer emprego mesmo que não seja o que eu quero só para ficar aqui? Vou conseguir fazer minha pós e trabalhar sem dirigir um carro? Realmente vou me adaptar e conhecer novas pessoas?

As vezes eu só queria que o tempo passasse bem rápido para conseguir algumas respostas. Por outro lado se o tempo passar logo e nada aparecer terei que tomar outra decisão e lá vem mais drama.

By Fabii - 01:37 PM * Comment

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